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Horário de verão terá início no próximo domingo
CELG | 17/10/2015 - 15h30
A partir do decreto nº. 6558 de 08 de setembro de 2008 do Ministério das Minas e Energia, o Horário de Verão – HV teve o seu período de implantação definido, tendo sempre o seu início marcado para o terceiro domingo do mês de outubro e o encerramento para o terceiro domingo do mês de fevereiro do ano seguinte. O decreto, porém define uma exceção para o encerramento do horário de verão: quando o terceiro domingo de fevereiro coincidir com o Carnaval, o horário de verão será prorrogado até o final de semana seguinte. Portanto, à zero hora do próximo domingo, dia 18, os relógios em três regiões do País (Sul, Sudeste e Centro-Oeste), deverão ser adiantados em uma hora. A medida ficará em vigor até a zero hora do dia 21 de fevereiro de 2016. A mudança afetará os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.
O horário de verão 2015/2016 em Goiás, segundo previsão da Celg Distribuição (Celg D), deverá registrar uma redução da demanda de ponta do sistema, em torno do mesmo índice registrado nos últimos anos, ou seja, aproximadamente 4,0%, cerca de 95 MW. Isso equivale à demanda da cidade de Catalão.
Quanto à redução de energia, ela deverá ficar em torno de 0,2%, ou seja, 2.300 MWh, o que equivale ao consumo mensal de energia de uma cidade do porte de Iporá.
A implantação do horário de verão é considerada pelo governo uma medida necessária para melhorar a segurança do sistema elétrico, eliminando riscos de sobrecarga no horário de ponta (das 19 às 22 horas), quando o consumo de energia aumenta, bem como economia na geração térmica.
Ao longo dos 126 dias de vigência do horário de verão, todas as regiões atingidas pela medida devem reduzir a demanda em aproximadamente 2.595 MW, nas regiões Sul, Sudeste/Centro-Oeste (4,5%). A redução de energia esperada nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul é de aproximadamente 0,5% da energia consumida nestas regiões.

Objetivo

O horário de verão é uma medida implementada com o objetivo principal de diminuir a demanda no horário de pico do consumo, com melhor aproveitamento da iluminação natural, produzindo alterações na forma de curva de carga do Sistema Interligado, principalmente no horário correspondente ao anoitecer.
Foi instituído pela primeira vez no Brasil no verão de 1931/1932. Até 1967, sua implantação foi feita de forma esporádica e sem um critério científico mais apurado. Depois de 18 anos sem que fosse implementado, voltou a vigorar no verão de 1985/86, como parte de um elenco de ações tomadas pelo governo devido ao racionamento ocorrido na época por falta de água nos reservatórios das hidrelétricas. Desde então, o horário de verão passou a ocorrer todos os anos.
O melhor aproveitamento da luz natural ao entardecer proporciona substancial redução na geração da energia elétrica, em tese equivalente àquela que se destinaria à iluminação artificial de qualquer natureza, seja para logradouros e repartições públicas, uso residencial, comercial, de propaganda ou nos pátios das fábricas e indústrias. Em algumas regiões do país, a duração dos dias e das noites sofre alterações significativas ao longo do ano, reunindo condições excelentes para a implantação da medida no período da primavera-verão.

Efeito

No horário de verão, com o adiantamento dos relógios em 1 hora, os dias passam a ser mais longos, com um natural deslocamento de carga no horário de ponta, diminuindo o pico da demanda. Nas grandes cidades, as pessoas começam a chegar em casa por volta de 18 horas, ou seja, no início da noite. Ao chegar em casa, naturalmente elas começam a ligar lâmpadas e eletrodomésticos (chuveiro, televisão, som, ventilador etc.). Nessa mesma hora, entram em operação a iluminação pública, placas de luminosos comerciais, e as indústrias continuam o trabalho. Com o horário de verão, as cargas de iluminação pública e das residências passam a entrar após 19 horas, quando o consumo industrial começa a cair. Com isso, há a redução na demanda máxima do Sistema Interligado Nacional.
A redução no consumo de energia no horário de pico durante os meses do horário de verão gera outros benefícios para o setor elétrico e a sociedade em geral, decorrentes da economia de energia associada. Quando a demanda diminui, as empresas que operam o sistema conseguem prestar um serviço melhor ao consumidor, porque os troncos das linhas de transmissão ficam menos sobrecarregados, já que durante a estação mais quente do ano, o uso de eletricidade para refrigeração, condicionamento de ar e ventilação atinge seu ápice. Para as hidrelétricas, a água conservada nos reservatórios poderá ser de grande valia no caso de uma estiagem futura. Para os consumidores em geral, o óleo diesel ou combustível ou o carvão mineral que não precisou ser usado nas termelétricas evita ajustes tarifários.
Deve ser observado que este ano o horário de verão coincide com uma situação crítica do Sistema Interligado com reservatórios das regiões Nordeste, Sudeste e Centro Oeste enfrentando um dos mais severos regimes hidrológicos dos últimos anos.
Os ganhos referentes ao custo evitado para contornar riscos operacionais e redução na necessidade de geração térmica para atendimento à ponta do sistema deverá gerar uma economia de R$ 278 milhões.
De fato, o horário de verão reduz a demanda por energia no período de suprimento mais crítico do dia, ou seja, que vai das 19h às 22h, quando a coincidência de consumo por toda a população provoca um pico de consumo, denominado horário de ponta.
O horário de verão tem efeito significativo apenas para os estados mais ao Sul do país. Quanto mais próximo da linha do Equador, menor o efeito da medida. Por isso, o horário de verão é restrito aos estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.